domingo, 6 de junho de 2010

Agora só eu e o banco.



Naquele banco…

Um canto de recordação me apareceu

Você parecia está alí relembrando o quanto fui feliz.

Mas não parecia você…



Naquele branco…

Revelaçoes eu ouvi, naquele dia me foram angustiantes

Agora sem sentido nem repercussão

Não me parecia uma voz conhecida…



Naquele banco…

Fizemos planos para o dia seguinte

O tempo se desfazia rapidamente.

Não sei se realmente foi tudo de verdade…



Agora naquele banco…

Alguns minutos transformam-se em segundos

As cenas emergem no meu pensamento

E não me parece mais do que solidão…



Agora naquele banco…

Entendo o que se passa…

A sensação que me deixa é de renovação.

Não é mais você que aparece nos meus sonhos…



Agora naquele banco…

Os rostos outrora nítidos se fazem brandos

Concientes de que precisam de reformulação

Não consigo mais reconhece-los…



Agora naquele banco…

O meu destino parece certo…

Não se pode viver de recordação

Se pode tentar, ser um novo amante

Não lembro de onde me veio inspiração…




Jasmim Fernandes 6 de Junho de 2010

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