Em pleno século XXI, certamente no auge do conhecimento tecnológico, são erguidas e banidas uma infinidade de barreiras, sejam elas metafóricas ou tangíveis. A capacidade de dicernimento do homem, em relação aos sentimentos, faz fronteira com a ganância pelo poder, esta escolha geralmente dá-se em detrimento dos valores humanos.
A expanção da comunicação interplanetária cresce paralelamente às barreiras econômicas. A internet, por exemplo, é um instrumento que "diminui" as distâncias, mas é inacessível para boa parte da população mundial. As fronteiras dismitificadas pelos diversos recursos da comunicação e informação, cada vez mais rápidos, revelam culturas, aproximam diferentes povos, por outro lado avultam a disparidade econômica, social e intelectual entre os que podem e não podem financiar estes serviços. O sucesso e o prestígio, na maioria dos casos, advém da superação destas barreiras, caracterizando uma sociedade capitalista e padronizada.
As relações socias modificadas, assim como a tecnologia, estão sendo palco para os simulacros da identidade pessoal. Os homens limitam suas fronteiras individuais, fugindo de si e privando-se da construção de sólidos relacionamentos, que não baseam-se em interesses esquálidos. O egocentrismo impele a disputa, fazendo com que as pessoas desejem mais conhecimento, mais poder, mais dinheiro. A busca pela ascenção pessoal não é negativa, desde que seja arrimada pelos valores éticos, postura essa escassa ultimamente.
Fronteiras ,hoje, são minimizadas pela tecnologia e acentuadas pela ganância descomedida. Os valores perdidos no caminho da modernização fazem falta para a construção da sociedade moderna, sem as atuais barreiras. A desigualdade vai sempre existir nos ramos proficional, intelectual e social; contudo, as oportunidades deveriam ser atribuídas a todos que se dispusessem a enfrentrar as froneiras.
Jasmim Fernandes, 26 de agosto de 2010.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Eu queria um pouco mais...
Romântico amante do século XXI,
Você que vai morrendo de desgosto a cada dia,
Você que procura aquele que te dá valor,
Você que inventa o que é o amor...
Estou com você ,estranho, perdido.
Eu não sei nem porque, mas não sei desistir
Escrevo, desenho, demonstro.
Ele ve, não enxerga, te parece um enigma.
Explicito, eu grito, é, não desisto.
Ele é o meu amor, ele é também amigo,
Se não pra ele, se não por ele, para quem mais que declarar-me amante?
Sou feliz assim, a decepção dói mas a certeza do amor alivia.
Descarrego esta dor aqui, sei que me amas, espero por ti.
Jasmim Fernandes, 10 de setembro de 2010
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