quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

E quando a inspiração está latente, tem de aproveitar...

É tudo o que eu quero

Quero seu corpo para cobrir todo o meu,
Quero sua cor pra intensificar o que é suave,
Eu quero peso, quero certo, eu quero grave!

Eu quero olhos que acentuem minha agonia,
Quero pressa pra te ter ao meu alcance,
Eu quero rápido, quero agora, eu quero, avance!

Quero sonhos para serem partilhados,
Quero coragem para me fazer companhia,
Eu quero junto, quero perto, eu quero, e muito!

Eu quero desejo pra minhas fantasias de menina,
Eu quero você para piorar o meu cansaço,
Eu quero pernas, eu quero mãos, eu quero, mais do que braços!

Quero beijos pra esquentar a madrugada,
Revelações pra perturbar a minha mente,
Quero sussurros, quero quero palavras, das mais indecentes.

Jasmim Fernandes, 24 de janeiro de 2014.

domingo, 6 de outubro de 2013

Após o efêmero

É tempo de renovação, dos textos, de tirar do "armário" o que não tinha meio, não tinha fim e apenas começos, começos que me pareceram não mais fazer sentido e agora despertei para resgata-los:

Roupas jogadas na beirada da cama, uma conversa que sai de duas bocas separadas pelo cansaço, corpos semi cobertos de roupas íntimas, alguma coisa terminou por ali.
Satisfação e vontade se misturam, cada um com seus pensamentos mais variados assistindo sem ver a programação entediante da tevê.
Entre beijos, pernas, braços... coloca-se os assuntos em dia, a conversa gira em torno de duas vidas que se encontram eventualmente, mas talvez não deveriam.
E porque não deveriam elas se encontram, porque não deveriam elas gostam de se encontrar o "não dever" torna o encontro ainda mais atraente, junto com a casualidade, que resulta no acúmulo de desejo saciado num só encontro.
Essas são vidas que passam meses, as vezes anos, sem se chocar, mas são cientes de que o outro está alí, ao alcance de uma ligação.
São cabeças diferentes, que de vez em quando convergem a uma vontade em comum, vontade já conhecida por ambos que se faz semelhante desde os primeiros encontros.
A amizade não teve espaço numa relação tão esporádica, restou então a superficialidade das conversas sobre assuntos banais, sem muito interesse, só para passar o tempo e mascarar a vontade de vestir-se e retomar a vida que ficou suspensa enquanto estavam juntos.
Essas vidas já foram mais próximas, uma já teve sentimento pela outra, mas a não correspondência tratou de transforma-lo em um simples desejo que "bate" e passa, com a naturalidade de uma brisa que refresca mas não por muito tempo.
Essas são vidas sem rostos, que se repetem através de vários corpos e várias outras relações, relações essas cada vez mais comuns em meio a casualidade e superficialidade exacerbada nos dias de hoje. Seja pela facilidade, pela falta de tempo, pelo desinteresse pelo que é profundo... elas são cada vez mais constantes.
Intensos ou não, constantes ou não, saciadores ou não, são encontros, que distraem o corpo enquanto o coração procura um lugar pra sossegar, um lugar que seja sempre confortante, que seja sempre amigo, que seja sempre disposto.
No fundo, no fundo é uma estabilidade que se procura, e é com ela que se sacia de verdade, mas é válida a procura, são válidos os momentos de saciedade dos corpos, dos desejos, dos ímpetos, afinal somos animais, temos instintos e é a partir deles que desenvolvemos afetos. A priori os primeiros desejo começam pelo físicos para daí o coração se dá conta do que vale a pena se apegar.

Jasmim Fernandes, 6  de outubro de 2013.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Replay, review, remake, again, too, forever, ever...


De volta depois de muito tempo sem publicações, mas nunca sem escritos, resolvi mexer naquele arquivo morto, aquele que você encontra umas angústias, hoje já bem resolvidas e decide que é hora de publica-las...

O que ficou de você, o que fica, o que sempre fica.

Ao passar pela sua casa, ainda tinha vontade de bater na porta, pedir pra entrar e usufruir do seu lençol cor de vinho. A vontade de te fazer aquelas surpresas do meio da semana, se amontoavam no banco de trás do meu carro, junto com as coisas que compro e só depois de perceber que não tinham mais sentido.
Algumas mensagens ficaram sem resposta, e eu me via apegada a hipótese de que você ainda não tinha acordado do sono interminável do dia, mesmo que fosse sábado à noite.
Ja faz tempo que não verifico o meu celular, esperançosa por um dos seus “bom dia!”, que variavam de acordo com o seu humor canceriano.
Sabe uma coisa que me faz falta? A massagem que suas palavras, mesmo eventuais, faziam em meu ego, sob o teu olhar inebriante e os teus olhos embebidos num desejo experimentado pelo meu corpo a instantes.
Eu me despi, também, de todo orgulho, de todos os problemas, e acredite, tentei não querer nada em troca.
Todo aquele sentimento reprimido pela fortaleza que eu deixava transparecer me traiu e me tirou do rumo que eu pretendia seguir. A sua satisfação ao perceber toda a “sinceridade” escancarada, revelando uma falsa superficialidade, me trazia a sensação de controle da situação, quando percebi que era só impressão, foi irreversível.
Se foi só desejo, se foi paixão, loucura, amor ou algo do tipo, ainda não sei, mas do que adianta, meu bem, se essas palavras nem serão lidas por ti? E se lidas, já não terão os meus significados, já pertencem ao meu arquivo morto.
Enquanto tenho afeto, de fato, acredito que naquele momento a superficialidade me bastava, entendo que devo viver o momento, não penso em consequências, apesar de saber do nosso prazo de intensidade. Eu te disse que saberia a hora de te deixar, de pedir “dois altos”, de partir para refazer-me, só disse, sempre digo.
A satisfação, o prazer, a espontaneidade dos nossos encontros foi me fazendo querer ficar, repuxar, prolongar a nossa pseudo relação. Eu me passei do momento exato que deveria transformar o vazio em lembranças, então você foi embora antes da minha decisão e quase que forçosamente a falta me traz memórias que fazem bem, assim como você fez um dia.
Não tenho mais notícias suas, como de costume, a partida me traz inspiração e a insônia de hoje é diferente da que já tive ao seu lado. A comodidade de te ter por perto me fazia achar bem mais poético os seus braços interrompendo o texto que tentava construir enquanto dormia inquieto, o que me fazia desistir e aproveitar um pouco mais de você, do seu corpo e do seu aconchego.
Talvez o meu exagero é sempre ser tão “eu”, “ser eu” inteira, “ser eu” intensa, “ser eu” amante, “ser eu” pra tudo, querer preencher muitos espaços, querer fazer o bem, a toda hora, mesmo distante, mesmo sabendo dos prazos, das validades, da efemeridade. Acredito que justamente por saber, dou o que tenho em mim, faço o que posso, faço a minha parte, faço toda a parte.
Agora o orgulho me chama à realidade varias vezes, mas só no último suspiro segura os meus impulsos mais iminentes e me apresenta novamente ao amor próprio.
Esse não foi o primeiro dos términos não começados, não foram as primeiras expectativas não alcançadas, não foram os primeiros acenos sem respostas e sei que não serão os últimos.
O que restou? Portas abertas, alma tranquila, gratidão pelos momentos bons. Aprendizado não sei se é a palavra, pois não tomo um acontecimento como exemplo para não mais tentar, não tomo como justificativa para temer outros envolvimentos, não sei ser pela metade, não sei escolher entre corpo e alma, ou os dois, ou não vale. Quando me proponho a tentar alguma coisa, me proponho zerada, refeita, com lembranças, mas sem feridas, inteira.
Os trajetos que tracei até aqui foram guiados prioritariamente pela emoção, pelos meus sentimentos, pela coração. De fato, são escolhas mais dolorosas, menos precisas eu diria, mas o meu temperamento sentimental, remonta todo o meu percurso desse jeito e mesmo quando o carnal parece falar mais alto, o coração suspira insistentemente até ser ouvido.


Jasmim Fernandes, 12 de setembro de 2013.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Só sei que tem que ser assim.

Hoje prendo meu cabelo bem alto, visto vestido de cereja com babados, como doce sem me preocupar com as celulites, acredito no amor, em sua essência, apesar do meu príncipe já ter caído do seu cavalo. Tenho consciência do que resiste de menina dentro de mim, já não escondo a "meninice" para transparecer maturidade. É gostoso fingir que nada sabe, experimentar, várias vezes, o sabor da vida, das pessoas, dos momentos.
Eu também visto short curto, ponho roupa brilhante e sapatos bem altos. Pinto os olhos que pedem por um olhar que chegue e encante, ou que apenas provoque. O meu corpo não prescinde do calor de um abraço, do arrepio de um beijo, do aconchego de um colo e, sobretudo, da intensidade de um encontro escondido, da saciedade dos desejos escondidos no canto dos lábios que esperam o escuro para encontrar-se.
Tenho medo da solidão, do silêncio que tagarela lembranças aos meus ouvidos, que traz a tona tudo que já vivi, principalmente os erros. Então ouço musica bem alta, blindo meus ouvidos do ruído do passado e resolvo que é hora de me refazer: No meu ritmo, com os meus passos, buscando da vida o que de fato vale/valeu a pena, o que surpreende e deixa marcas, o que transcende a efemeridade.

Jasmim Fernandes, 31 de julho, de 2012.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Olha eu aqui, mais uma vez.

É muito gostosa a sensação de estar de volta... esse espaço sempre foi uma terapia pra mim e ultimamente tenho sentido muita falta... escrever é desabafar alguma coisa que não dá pra gritar, é registrar em palavras o que está pensando, o que está sentindo. acalma, relaxa, liberta.
Penso que estive sem inspiração, apesar de todo amor família/amigos a minha volta não desenvolvi o tipo de texto que gosto. Com um pouco de amor dos outros, com um pouco do meu e uma mistura incrível acho que renovei o meu repertório, acho que mudei um pouco com esse tempo, muita coisa mudou.
Essa semana um amigo, recente, porém já especial, me mostrou algo que ele havia escrito e despertou um desejo "incontível" de escrever: apaguei, escrevi umas coisas nada a ver e achei que não tinha mais jeito, não havia como escrever mais para o meu blog. Ao deitar, aqueles pensamentos soltos mas que se encaixam me vieram e não perdi tempo, começando o poema na caixa de mensagens do celular para terminando com a inspiração do dia seguinte.
Bom, não tenho muito mais o que falar, espero ter mais disciplina e usar mais esse espaço que deixei "morrer" durante quase um ano.

Necessidade

Sinto fome,
estou com fome de algo que ocupe espaço,
de alguém que se faça presente,
que se deite, se faça, se desfaça mas que fique, por deleite.
Alguém que seja, que me veja.

Tenho sede,
sede de sentimento, daquele que seque a boca, que molhe as mãos,
com suor de nervoso, de aconchego, de desejo.
Não importa, contanto que se espalhe, que se sinta escorrer entre os seios.

Quero saudade,
sentir falta do que foi recente, dos segundos apressados enquanto se estava junto de um alguém.
Saudade, não mais do que passou, mas do que se passa, do que virá trazer o brilho nos olhos, será presente, em instantes.

Preciso enxergar,
notar a beleza da rotina, das frases pinchadas nos muros no caminho diário.
Ver o mar que beira a cidade, que dita o ritmo dos meus pensamentos que fluem sem acomodar.

Enquanto a minha lista não sai do papel deixo o efêmero reinar.
No momento não há segurança maior do que a convicção de que tudo mudará.

Jasmim Fernandes, 10 de maio de 2012.

domingo, 22 de maio de 2011

Estou de volta...

Minha ultima postagem no dia 26 de dezembro deixou muito explícita a minha felicidade e o minha eterna preferência para falar de amor... Ando me sentido meio incomodada com o meu desleixo com este espaço e entre outros incentivos o livro de poesias feitas por uma pessoa muito amada, que recebi no meu aniversário, me fez despertar para explorar esse meu lado que talvez seja o mais espontâneo e profundo. Não posso deixar de citar também os elogios que recebi do meu sogro quando nem imaginava que alguém ainda lia os meus textos por aqui...
O amor que foi mencionado na minha ultima postagem continua por aqui... continua alimentando o meu viver... Nunca me senti tão completa, tão amada, tão realizada. A cada dia solidifica-se ainda mais a  certeza da família maravilhosa que tenho, dos amigos, DAQUELES amigos que devo cultivar, do companheiro que hoje eu tenho ao meu lado, desse amor todo que me cerca...
Bom, esse foi um começo só para que me venha a vontade de renovar meus escritos de expressar o que eu sinto, almejo e vivo através das palavras.

Em algum momento eu pensei ter te encontrado,
Fechei os olhos para sentir, quando abrir não estava mais alí...

Em algum dia confesso, te confundi com a paixão,
E aí, meu amigo, o que me acompanhou foi a desilusão.

E agora Amor? És nítido e forte.
Sei que amo, sei amar, és aquilo que custei enxergar.

Jasmim Fernandes 22 de maio de 2011.

A primeira postagem do ano, espero que gostem...

Com amor, Jasmim ;)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Eu, amor, querer, você, sincero...

O que alimenta todos os meus escritos reina como fogo ardente no meu coração (: Espero que gostem " não há como não gostar do que é derivado do amor" ;)
O poema ja gastou toda a minha criatividade hahaha, tenham um bom final de noite.

Hoje eu te sinto,
Eu te quero...
Te desejo...
Te espero!

Eu quero o seu beijo mais sincero,
o teu corpo, o teu calor...
Seu afago, teu apreço, quero amor!

O silencio revigora todo você em mim,
Me remete as suas palavras num susurro de saudades.
Sua fala, teus carinhos, eu te quero te verdade!

Eu, paixão, você, amor, mistura, configura, por completo.
Palavras soltas, num rabisco, um poema se faz concreto.
Para você, que és amante, que é amado, que é o meu amor.

Jasmim Fernandes 26 de novembro de 2010.