Hoje prendo meu cabelo bem alto, visto vestido de cereja com babados, como doce sem me preocupar com as celulites, acredito no amor, em sua essência, apesar do meu príncipe já ter caído do seu cavalo. Tenho consciência do que resiste de menina dentro de mim, já não escondo a "meninice" para transparecer maturidade. É gostoso fingir que nada sabe, experimentar, várias vezes, o sabor da vida, das pessoas, dos momentos.
Eu também visto short curto, ponho roupa brilhante e sapatos bem altos. Pinto os olhos que pedem por um olhar que chegue e encante, ou que apenas provoque. O meu corpo não prescinde do calor de um abraço, do arrepio de um beijo, do aconchego de um colo e, sobretudo, da intensidade de um encontro escondido, da saciedade dos desejos escondidos no canto dos lábios que esperam o escuro para encontrar-se.
Tenho medo da solidão, do silêncio que tagarela lembranças aos meus ouvidos, que traz a tona tudo que já vivi, principalmente os erros. Então ouço musica bem alta, blindo meus ouvidos do ruído do passado e resolvo que é hora de me refazer: No meu ritmo, com os meus passos, buscando da vida o que de fato vale/valeu a pena, o que surpreende e deixa marcas, o que transcende a efemeridade.
Jasmim Fernandes, 31 de julho, de 2012.
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