quinta-feira, 10 de maio de 2012

Olha eu aqui, mais uma vez.

É muito gostosa a sensação de estar de volta... esse espaço sempre foi uma terapia pra mim e ultimamente tenho sentido muita falta... escrever é desabafar alguma coisa que não dá pra gritar, é registrar em palavras o que está pensando, o que está sentindo. acalma, relaxa, liberta.
Penso que estive sem inspiração, apesar de todo amor família/amigos a minha volta não desenvolvi o tipo de texto que gosto. Com um pouco de amor dos outros, com um pouco do meu e uma mistura incrível acho que renovei o meu repertório, acho que mudei um pouco com esse tempo, muita coisa mudou.
Essa semana um amigo, recente, porém já especial, me mostrou algo que ele havia escrito e despertou um desejo "incontível" de escrever: apaguei, escrevi umas coisas nada a ver e achei que não tinha mais jeito, não havia como escrever mais para o meu blog. Ao deitar, aqueles pensamentos soltos mas que se encaixam me vieram e não perdi tempo, começando o poema na caixa de mensagens do celular para terminando com a inspiração do dia seguinte.
Bom, não tenho muito mais o que falar, espero ter mais disciplina e usar mais esse espaço que deixei "morrer" durante quase um ano.

Necessidade

Sinto fome,
estou com fome de algo que ocupe espaço,
de alguém que se faça presente,
que se deite, se faça, se desfaça mas que fique, por deleite.
Alguém que seja, que me veja.

Tenho sede,
sede de sentimento, daquele que seque a boca, que molhe as mãos,
com suor de nervoso, de aconchego, de desejo.
Não importa, contanto que se espalhe, que se sinta escorrer entre os seios.

Quero saudade,
sentir falta do que foi recente, dos segundos apressados enquanto se estava junto de um alguém.
Saudade, não mais do que passou, mas do que se passa, do que virá trazer o brilho nos olhos, será presente, em instantes.

Preciso enxergar,
notar a beleza da rotina, das frases pinchadas nos muros no caminho diário.
Ver o mar que beira a cidade, que dita o ritmo dos meus pensamentos que fluem sem acomodar.

Enquanto a minha lista não sai do papel deixo o efêmero reinar.
No momento não há segurança maior do que a convicção de que tudo mudará.

Jasmim Fernandes, 10 de maio de 2012.

Um comentário:

  1. A Vida não é inteirinha uma festa, mas bem que poderia ser ! Ter essa ai como filha, vale lebrar, é ter festa todo dia ... Parabéns pela felicidade daspalavras ...

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