sexta-feira, 24 de setembro de 2010

As fronteiras do mundo moderno

Em pleno século XXI, certamente no auge do conhecimento tecnológico, são erguidas e banidas uma infinidade de barreiras, sejam elas metafóricas ou tangíveis. A capacidade de dicernimento do homem, em relação aos sentimentos, faz fronteira com a ganância pelo poder, esta escolha geralmente dá-se em detrimento dos valores humanos.
A expanção da comunicação interplanetária cresce paralelamente às barreiras econômicas. A internet, por exemplo, é um instrumento que "diminui" as distâncias, mas é inacessível para boa parte da população mundial. As fronteiras dismitificadas pelos diversos recursos da comunicação e informação, cada vez mais rápidos, revelam culturas, aproximam diferentes povos, por outro lado avultam a disparidade econômica, social e intelectual entre os que podem e não podem financiar estes serviços. O sucesso e o prestígio, na maioria dos casos, advém da superação destas barreiras, caracterizando uma sociedade capitalista e padronizada.
As relações socias modificadas, assim como a tecnologia, estão sendo palco para os simulacros da identidade pessoal. Os homens limitam suas fronteiras individuais, fugindo de si e privando-se da construção de sólidos relacionamentos, que não baseam-se em interesses esquálidos. O egocentrismo impele a disputa, fazendo com que as pessoas desejem mais conhecimento, mais poder, mais dinheiro. A busca pela ascenção pessoal não é negativa, desde que seja arrimada pelos valores éticos, postura essa escassa ultimamente.
Fronteiras ,hoje, são minimizadas pela tecnologia e acentuadas pela ganância descomedida. Os valores perdidos no caminho da modernização fazem falta para a construção da sociedade moderna, sem as atuais barreiras. A desigualdade vai sempre existir nos ramos proficional, intelectual e social; contudo, as oportunidades deveriam ser atribuídas a todos que se dispusessem a enfrentrar as froneiras.


Jasmim Fernandes, 26 de agosto de 2010.

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